domingo, 2 de dezembro de 2012

199.


Habita em teu nome um barco que
sempre passa à mesma hora diante mim.
Me rasga o interior e depois
parte.
Pesam-me as pálpebras.
Não saberei nunca dizer de quantos naufrágios
são feitas as coisas tristes.

3 comentários:

F. D. P. Carvalho disse...

Espera-se sempre pela Primavera.

Anónimo disse...

és tão linda! <3

mary disse...

és sempre um arrepio, doce Maria