domingo, 23 de janeiro de 2011

100.


Perguntei-te se eras capaz de matar. Nessa altura soube que sim. Sempre tive uma grande capacidade para ver o lado grandioso da vida - dois corpos transpirados nadando em sangue e sémen - conceito utópico de revestimento espinhoso/mundano flutuando no meu lado direito do cérebro. Descodificando o sabor da necrofilia o meu coração encheu-se de concepções irrealizáveis da sociedade. Soube de imediato que eras tu, a morte - a minha própria. E a cena do crime, essa tirana era a tua mente, e a minha, e a nossa - uma só com cheiro nauseante - que nem nós naquela altura. E paixão. Merda, senti-a. Aqui mesmo. Apaixonei-me. Apaixonei-me por ti - que não passavas de morte dos pseudónimos - de todos eles.

...tentem amar o vosso próprio assassino. assim saberão o que é o verdadeiro amor. 

8 comentários:

Spotless Mind . disse...

Já há muito que não vinha aqui ao teu 'cantinho'.
Sempre com belos textos.
E obrigado por acompanhares o meu ;).
Beijinhos

Vânia disse...

tão forte Maria - apaixonei - me , outra vez *

Luna disse...

olha rapariga, só te tenho a dizer que isto está espectacular. mesmo. parabéns.

Patrícia Costa disse...

és mesmo poderosa. Nunca o deixas de ser. adoro isso em ti!

Beatriz Araújo disse...

paixao e morte? duas coisas inevitaveis

Laura Ferreira disse...

Forte, como sempre.

luisinha disse...

és linda. linda de uma maneira enorme! tudo o que te sei dizer.

Ligações disse...

Perturbador, Desculpa a pergunta, tu consegues sentir o que as outras pessoas sentem? visualizar?
estou rendido que vou parar de ler por hoje, ha muito que não me lembrava de mim....