terça-feira, 5 de abril de 2011

118.



- Estamos parcialmente fundidos. Ou será totalmente?
- Diria, envolvidos em ciladas. E numa cilada nunca se está meio penetrado nem meio engolido nem meio arranhado. Nem...
- Na iminência da apatia. Uma gota de veneno num bule. Chá frio e quente. Os músculos também se te contraem?
- Chego a sentir bofetadas. Mas na alma, sabes? Abusamos da elasticidade emocional. Tudo, por momentos, fica mais pequeno.
- Utopias irregulares. Esperavas o quê? É o que acontece quando não se sabe dosear sentimentos. E tu, quero dizer, eu, aliás, nós, bem... não o sabemos fazer.
Silêncio.
- Merda, estamos apaixonados, não estamos?

14 comentários:

vânia macedo disse...

Maria, derreti-me agora, depois de ler este teu novo post. COMPLETAMENTE! **

Katherine Ashley disse...

ADORO!

Vânia disse...

Totalmente , meu amor, totalmente mesmo !

Maria Filipa disse...

sendo assim estão *

Margarida disse...

Muito bom Maria. Grandes sentimentos

vânia macedo disse...

sim Maria, tenho de concordar. todos nós sabemos dar valor às pessoas, mas só entendemos o quão grande esse valor é quando essa pessoa está ausente. acho que é por esta linha de pensamento que nasce o conceito de muitas palavras, como amar ou como amizade. pelo menos, eu encontro essas definições ao pensar desta forma, ao acompanhar este raciocínio. (:

Lipincot Surley disse...

é a elasticidade a que nos sujeitamos,
parabéns :)

luisinha disse...

Incrível como cada vez mais atrevés das palavras te ligo aos traços, gestos e pensamentos

luisinha disse...

e ainda mais incrível saber-te tanto pelas palavras e por esse sorriso estrondosamente quente

Maria Sirgado Ruas disse...

Fico extremamente satisfeita com o que me disseste. Transmites sem sombra para dúvidas... tudo: raiva, amor (próprio e ainda o que o acompanha), segurança, fraqueza (mas no sentido em que todos a temos um dia, mas sobrevive com a força do amor-próprio), garra interior, mas nunca sentimentos calados ou mudos. Gritas ao mundo, neste teu espaço, num último rasgo da alma tão liberta que tens, palavras fortes, nunca vazias, estarão sempre tão cheias. E agradeço-te muito por gostares dos meus textos. São também uma janela da minha alma, ainda que por vezes estilhaçada, onde os meus sentimentos de tão apressados que são ou demasiado complacentes ferem-se nos estilhaços... mas fico feliz, muito, por gostares.

Liliana Fernandes disse...

LOL, brutal maria :) Fogo estive uns dias ausente, queria continuar a minha caminhada no blog, mas ando um bocado cansada, espero conseguir voltar a fazer posts :)

Adorei a parte:
- Utopias irregulares. Esperavas o quê? É o que acontece quando não se sabe dosear sentimentos. E tu, quero dizer, eu, aliás, nós, bem... não o sabemos fazer.
Silêncio.
- Merda, estamos apaixonados, não estamos?


Absolutamente maravilhoso. Irresistível

R. disse...

EXCELENTE!

opistia disse...

Ainda estou neste e já estou ansiosa para saber o que vem a seguir.
impressionante como é bela a simplicidade com que descreves o inesperado

Marina Sofia disse...

AMEIIIIIII