terça-feira, 16 de agosto de 2011

140.


Achamos ser possível falar amor sem saber estar calado. Achamos ser possível redimensionar sentimentalmente um coração e o levar debaixo do braço de peito em peito, de gostar em gostar. Temos esta tendência maluca de fugir, mesmo sem nunca nos terem ensinado a escapar a densidades emocionais. Andamos vezes sem conta com o mundo na palma da mão como se este nunca fosse cair e quebrar. Creio que são os estilhaços que não nos assustam o suficiente. Que não nos atormentam o suficiente.
Não sabemos as fragilidades de um gesto e acreditamos que as expressões não têm voz, quando são as únicas que realmente falam. No fundo, somos todos demasiado antagónicos, demasiado cacos de vidro, dentro dos nossos frascos de ilusões. 

10 comentários:

Emmeline disse...

Oh maria:( e foste a única pessoa que percebeu que me estava a despedir, ou a tentar

Emmeline disse...

oh e ficar porque desistir de nós é,nem mais nem menos, do que a maior estupidez que existe? só que.. oh só que. às vezes preciso que lutem por mim, e eu esqueço-me de o fazer por vontade própria.

Emmeline disse...

curas-me sempre as asas, meio quebradas, com estas palavras tão tuas, tão cintilantes. querida maria-estrela

Emmeline disse...

promeeeeeto.

Patrícia Costa disse...

Já tinha saudades de vir aqui e de me envolver no teu encanto de doces palavras e de amargos sentimentos. A minha Marie! Grande Marie!

nés, disse...

somos sim senhora.

opistia disse...

Impressionante a tua escrita... quem és escritora? Quero comprar um livro teu :)

opistia disse...

Não deixei nada :) gosto mesmo muito da clareza das imagens que transmites, as palavras são tão bem escolhidas que é fácil senti-las, mesmo que o que se sente não seja o teu sentir, isso é escrever :)

Maria Francisca disse...

tu já leste "A Insustentável Leveza do Ser", do Milan Kundera?

Sara disse...

continuas linda.