segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

158.


Voas o mais alto que sabes mas ohh, às vezes és tão perto do chão...
Não voltes ao sítio que deixaste. Não fiques onde o mar te sabe a adeus e onde as réstias são o mundo. Não te deixes embalar com canções que não te cantaram ao ouvido e que deixaram morrer, lentamente, por não lhes conhecerem a melodia. Não faças disto aquilo e não digas que conheces as palmas das minhas mãos quando os músculos se te contraem sempre que as tentas alcançar.
... E, por fim, não me peças para ficar que tenho medo de descobrir que, na realidade, não sei partir.

Margaret, 7 de Junho de 1984

2 comentários:

Oxicoco disse...

uau

Lucia disse...

passei aqui só para te desejar os parabéns. sei que já venho atrasada mas sou uma distraída e nem reparei que fazias anos. beijinhos Maria :)