sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

203.


Não pensar-te aqui
e arder essa distância no coração,
como enormes palavras incendiadas
no ardor dos corpos.
Não pensar-te aqui
e esperar-te porém,
aguardar uma frágil vinda,
um retorno,
uma dádiva prodigiosa de pele
onde eu possa encostar as mãos
e perder progressivamente
                                        o tacto.

4 comentários:

inês disse...

sem esperanças na vinda, ansiosa pelo caminho de volta... sou-me bem ler-me em ti

Anónimo disse...

abraça-me devagarinho e sorri.

mary disse...

minha querida; queria dar-te o link do meu novo blog! http://cigarettesandteawithmary.blogspot.pt/

Marco Goethe disse...

Tal amor. Venero-o
Tais descrições, algo semelhantes ás minhas. Tais vontades, são a verbalização dos meus pensamentos.
Identifico-me muito com isto.
Vê o meu blogg
http://risingbelow.blogspot.pt/