segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

241.




E em torno da ferida o infértil terreno
de onde recolho ainda alguns frutos

mas alimento nenhum saceia esta ardente
carência de sangue

e esta é a verdade oculta na sombra
das mais breves palavras:

mais alimento nenhum saceia
saciará

o lentíssimo gesto da morte.

5 comentários:

Anónimo disse...

Prodigioso.

Anónimo disse...

tens uma mente tão bonita...
tenho pena de não te poder ver todos os dias porque eras um regozijo para a alma. Foi-me arrancado um pedaço à calma quando desapareceste.
Avizinham-se os dias em que reconhecerei a falta da escola, e em que chorarei de alegria por te ter conhecido de passagem.
Sabes, saudade deriva do latim solitas(solidão): posso dizer que não há saudade sem solidão, e tu... eras uma excelente companhia.
Continua.

Maria disse...

Um profundo obrigada.
A vida deu-me coisas que hoje também a mim me deixam um grande e quase macio vazio. As tardes de quinta, por exemplo, onde fazia sempre bom tempo. A memória encarrega-se, porém, de não deixar que nada morra.
Espero que numa próxima o anonimato não seja mais necessário... Um beijo de grande gratidão.

Fábio disse...

hello, vejo que continuas em altos voos. ainda bem. criei um novo blogue fabiopalmac.blogspot.pt Espero que me possas acompanhar nesta nova aventura literária.

F.

Anónimo disse...

Vejo-te tão bela e tu bem sabes como estonteias os sentidos...