segunda-feira, 21 de junho de 2010

3.

A culpa é toda dele, disse-me para o atacar, para fazer o meu pior. Nem sequer fiz o meu pior. Sinceramente, não sei o que é que esse pior poderá ser. Não tenho. De facto não tenho ideias violentas. Os outros têm-nas por mim. Dizem-me que eu seria capaz de levar um santo a chacinar multidões, mas francamente não estou a ver. Quem sabe, talvez seja isso. Talvez o facto de eu não ter ideias assassinas os leve a quererem matar por mim. A teoria é essa. Se bem que não esteja lá muito certa sobre como é que isso funciona.
Não quero pensar nisto.
Uma coisa era certa. Era completamente insuportável estar aprisionada dentro da minha mente. Infindáveis jogos de poder, sempre, a toda a hora, conduzindo a lado nenhum. Creio que podia ter continuado a picá-lo, a humilhá-lo, mas isso eram só palavras. Palavras. Fiz com que ele me amasse, isso foi o meu pior.
Sentia-me como se a minha cabeça, por dentro, estivesse a ser rasgada, aberta, e, sempre que se recompunha mais uma paulada completamente fodida. Explosivo.



2 comentários:

Margarida Monteiro disse...

Muito forte Maria!
Tenho visto que agora escreves diferentes géneros de textos no teu blog, e eu gosto disso. Gosto de um blog com vários estilos de escrita, onde entramos e podemos encontrar de tudo e onde seja imprevisível o que lá vai conter.
Um beijo, Gui

Tiago disse...

A violencia psicologica e o teu forte, sim pq quem olha pra ti nao pensa q se disser merda vai passar a noite a soro, mas quem t aprende a conhecer sabe q s s desleixa... explode. Adoro o novo fundo!!! continuaçao de um bom trabalho!!!