terça-feira, 17 de maio de 2011

128.



- Não podemos amar de longe?
- Não. Temos tendência para querer amar o mais perto possível.

- E então e as distâncias sentimentais? São sempre neutras?
- Às vezes essas tornam-se monstros de muitos metros e nós fraquejamos; como fraqueja tudo sempre que o estado sólido do amor se encontra distante. Mas continuamos a amar...em silêncio: e é aí que o amor de verdade se envolve.
...
- Culpa de quem, James?
- De todos e de ninguém. Culpa das curvaturas emocionais excessivas, culpa nossa: amamo-nos sempre em lugares demasiado frios.

19 comentários:

ivone silva. disse...

adoro...que lindo!

Mafalda disse...

Tnes sempre este poder em mim Maria, o poder de me surpreender com as tuas palavras e de querer mais, querer muito mais!

Maria Filipa disse...

tens a capacidade de conseguir escrever algo que consiga prender alguém do principio ao fim, e isso sim é digno de se ler sempre *

Beatriz Araújo disse...

amamos num lugar chamado memória

Marina Sofia disse...

óh q qerida. (:

gosto muito dos teus textos, são muito .. ñ encontro palavras :x (é bastante positivo, pelo menos p mim.);

aquela história tem continuação, é longa :L

Emmeline disse...

e arrependemo-nos em lugares demasiado quentes. sufocantes, diria eu de cabeça pesada. querido raio de luz é sempre bom ver-te, quando não estou à espera.

opistia disse...

... o que importa é amar... também sou da opinião (pela interpretação que fiz) que o amor é verdadeiramente amor, sentimento nobre e pleno, quando privado "do estado sólido"... só aí se percebe a intensidade e o valor do sentimento...

opistia disse...

Amo,então!! o poder que tem sobre mim mesmo à distância é desalmadamente inexplicável e intenso...

P.S. cada vez gosto mais do que te leio :)

Lipincot Surley disse...

de facto, não sei que mais temer: distâncias sentimentais ou lugares frios!

ainda bem que gostas do Telhados, eu gosto de vir aqui também :)

congrats! another great work of words

Nádia disse...

<333

Emmeline disse...

nunca conheci ninguem como tu. e isso.. sabe bem.

ana moura disse...

por assim dizer, amamos tudo aquilo que nos faz bem, esteja onde estiver. e depois quando nos faz mal, amamos na mesma.

ana moura disse...

podes crer querida maria

Ana Dória disse...

Gosto tanto, tanto, tanto dos teus registos!!
É impressionante; és impressionante.

Carina Rocha disse...

Woww, mto bom o teu blog, adorei mesmo!

Maria disse...

acho que sou viciada neste blog

Sara disse...

às vezes o meu coração passa por aqui, mas não diz nada, ouve o teu e fica por aí. mas eu quero perceber o que entendes por "amamo-nos sempre em lugares demasiado frios."-e fico por cá.
p.s: tentei pôr anónimo porque sinto tambores na barriga na ideia que mais alguém possa saber o que tenho aqui mas não consigo, então assim não conseguia escrever-te de outra forma senão desta, sem paredes.

Sara disse...

sim, acho que percebi onde quiseste chegar e tem tanto de verdade, como de assustador. Mas precisamos de um bocadinho nosso, de nos sentirmos, e se nos dermos por inteiro ao corpo de alguém, esse alguém cuida de nós ao manifestar esse pedacinho que lhe pertence. Será sempre assim ou o frio alastra-se, pendura-nos, ficamos sem nada porque está tudo naquele corpo de tudo, certo? não sei, tenho de arranjar essa vossa coragem de expor às pessoas o que são e onde moram do avesso, M.

PR" disse...

demasiado frios. como concordo!
Adorei :)