segunda-feira, 1 de julho de 2013

222.


Resíduos
              contaminam a pele dos dias. Cá
deixaste cores que não sei distinguir, quando a noite
cai dos céus e se entorna na solidão.
Destroços
                atravancam o espaço sem espaço
da neblina infernal do amor. Um
século era o que pedia para renovar o velho coração
e suas lascadas paredes. Mas
eu não sei o tacto do tempo e
                                            sempre marco mal as horas onde
hás-de aparecer de novo e contar-me do
daltonismo da madrugada.

6 comentários:

Inês disse...

está maravilhoso, obrigada por me teres feito sonhar por uns breves minutos.

João Alpoim disse...

o que fazes sem um século?

Maria disse...

Varro-me como melhor sei, engano-me. De onde vem tanto entulho, João?

João Alpoim disse...

Diz-me tu.

Invisível disse...

A tua escrita fascina-me, sempre e sempre, consegues levar as pessoas para outra dimensão através das tuas palavras.

Lipincot Surley disse...

Perfeito. Leste-me os pensamentos. Escreveste-os e choraste-os por mim.