quarta-feira, 24 de julho de 2013

223.


Palavras de celofane me destroçam o coração; há demasiado ferro em minhas articulações.
Fugas precipitam-se em copos, por ti guardo um pedaço de vidro no bolso.
Hoje sei de um corpo que não é meu,
onde teu amor se aloja e para sempre se enferruja.

4 comentários:

Anónimo disse...

Enferrujas-me. Amar-te sempre enferruja-me.

João Alpoim disse...

e como fénix talvez renasças das limalhas de oxidado desse corpo que abandonaste tal como se faz na cinza.

João Alpoim disse...

Igualmente Maria, sempre.

junny disse...

a sua escrita é muito profunda, adoro.