terça-feira, 17 de dezembro de 2013

228.


Alheia caminhas nessa calçada
como se recolhesses flores.
Mas o teu regaço vem vazio e as tuas
     mãos
cobertas de lucidez.
Os teus pés, ah! como errantes caminham
e nas
ruelas vão deixando uma suavíssima
memória de pétalas,
                                  de naufrágios,
                                                         de povoações.
Entorpecidas seguem tuas pernas,
                                                     os joelhos
cheios de postais e antigas aldeias.
Mas o teu regaço vem vazio e os teus
caminhos já só albergam casas desabitadas.

3 comentários:

Anónimo disse...

Lindo!

João Alpoim disse...

tenho saudades de ler algo teu, não estás a estagnar pois não guarda-rios ? estou cá se precisares.

Maria disse...

Estou a escrever coisas muito acres; não me parece ser possível partilhá-las. Mas obrigada... No outro dia julgo ter visto um guarda-rios. Lembrei-me de ti.