segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

155.


- São as pessoas água com açúcar que me pesam.
- É a diluição sentimental que te causa alergia. A falta de contornos.
- São os músculos retraídos, sem luz e sem vida, insustentáveis, que me cheiram sempre a noites de lua não no céu, mas na garganta.
- Sustentabilidades desgastadas. Um dia vais notar que se te pesa não as pessoas mas a falta de sonhos.

7 comentários:

inês disse...

Noites em branco são a morte do artista.

F. D. P. Carvalho disse...

Maria, por favor, tira a música! Quanto ao resto, amo-te, digo-te, confesso-te, que és uma pessoa "fodivelmente" admirável.

F. D. P. Carvalho disse...

Ó tu, sim, ó tu! Rapariga, se tu me ficas com o "poema", sem o publicares, dou-te cabo do canastro! Porque já me esqueci dele! Bom ou mau, eu quero-o de volta! Maria, sê boa e devolve-me o post!

Ana Dória disse...

Mais uma pequena delícia que nos trazes...
É curioso, mas as vezes imagino que tens estes diálogos contigo própria, perdoa-me a ousadia.
Ou será isto tudo por causa da falta de sonhos?...

Gostei, como sempre gosto, Maria.

Beijinho*

Lipincot Surley disse...

fizeste-me lembrar o a.lobo antunes e foi interessante :)

Emmeline disse...

oh Maria..chegas sempre na hora certa. gosto de ti.

nés, disse...

meu amor, o que andava eu a perder com as minhas ausências por estes cantos.